Conheça os significados por trás dos principais cordões relacionados à PCD
Entenda como eles ajudam a tornar o mundo mais acessível e acolhedor
Você sabia que existem cordões usados por pessoas com deficiência que carregam mensagens importantes sobre inclusão, respeito e conscientização?
Esses acessórios, muitas vezes vistos no pescoço de quem circula por espaços públicos, cumprem uma função social essencial: identificar necessidades específicas e promover empatia.
Conheça os principais cordões relacionados à causa PCD e o que cada um representa:
Girassol
O cordão do girassol é um símbolo inclusivo criado para identificar pessoas com deficiências invisíveis ou raras. Ele surgiu como uma forma de facilitar o reconhecimento de quem pode precisar de mais compreensão, paciência ou auxílio em atividades cotidianas, como embarcar em um avião, frequentar eventos ou utilizar o transporte público.
Quem usa o cordão de girassol pode ter condições como surdez parcial, autismo, ansiedade social, doenças crônicas ou mobilidade reduzida.
Quebra-Cabeça
Tradicionalmente associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), o cordão de quebra-cabeça é um dos símbolos mais reconhecidos quando o assunto é neurodiversidade.
Sua origem remonta a 1963, quando o britânico Gerald Gasson, pai de uma criança autista e membro da National Autistic Society, criou o emblema como forma de representar as dificuldades de compreensão enfrentadas por pessoas com autismo.
Com o tempo, o símbolo se popularizou mundialmente, tornando-se uma ferramenta de identificação e conscientização. No entanto, parte da comunidade autista passou a questionar o uso do quebra-cabeça, por acreditar que ele reforça a ideia de que pessoas autistas ‘não se encaixam’ na sociedade.
Infinito
Em resposta às críticas ao quebra-cabeça, o símbolo do infinito surgiu como uma nova representação da comunidade neurodiversa. Criado por pessoas autistas, ele simboliza a infinita variedade de experiências, pensamentos e modos de existir dentro da neurodiversidade, que abrange condições como autismo, TDAH e dislexia.
As cores vibrantes do símbolo refletem a diversidade e a complexidade humanas, promovendo aceitação, respeito e a valorização das diferenças, em vez da busca por ‘cura’ ou ‘ajuste’ social.
Alternativos
Além dos cordões voltados diretamente às pessoas com deficiência, há também versões destinadas a familiares, como os modelos ‘Mãe de Autista’ e ‘Pai de Autista’. Esses cordões funcionam como uma forma de identificação e conscientização, principalmente em ambientes públicos, para facilitar o entendimento e o acolhimento.
Mais do que simples adereços, os cordões PCD são ferramentas de empatia e de inclusão. Eles ajudam a construir uma sociedade mais sensível às diferenças e aberta ao diálogo sobre acessibilidade, um passo fundamental rumo a um mundo inclusivo.

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