Descubra 12 obras nacionais para adicionar às metas de leitura de 2026
Romances, contos e narrativas contemporâneas ajudam leitores a ampliar repertório
Se uma das suas metas de 2026 é dedicar mais tempo à leitura, conhecer novas vozes da literatura brasileira pode ser o ponto de partida ideal
As obras selecionadas transitam por diferentes gêneros e estilos, mas compartilham o olhar atento sobre relações humanas, conflitos sociais e transformações individuais.
Em ‘A paixão de Schrödinger’, Nala Macallan transforma o fim de um relacionamento em um experimento literário que mistura física quântica, psicologia e inteligência artificial. A narrativa acompanha um físico que tenta recriar digitalmente a mulher que perdeu, questionando os limites entre emoção e programação, amor e obsessão.
Já ‘Esperança’, de André Portella, apresenta uma protagonista jovem que, mesmo enfrentando a leucemia, se torna catalisadora de empatia e mudança dentro de uma escola marcada por desigualdades. Ao lado de Lucca, garoto alvo de preconceitos, a história evidencia como gestos coletivos podem transformar ambientes hostis.
Em ‘Os amadores do Brasil’, Marco Brito Mioni reúne 23 histórias que misturam humor, crítica e lirismo para celebrar a diversidade cultural do país. A obra atravessa tempos e espaços, do mito fundador da Bahia a um futuro distópico em que o Brasil se torna potência mundial.
A vida urbana ganha destaque em ‘Reunião de condomínio’, de Alexandre Lino. Com histórias independentes, mas interligadas, o livro revela personagens comuns e suas contradições, do idoso milionário ao empresário em crise, explorando, com ironia, as tensões silenciosas que habitam prédios e cidades.
O romance contemporâneo aparece em ‘O amor come espaguete’, de Vivy Corral. Ambientada em uma viagem à Itália, a trama aposta no trope enemies to lovers para narrar conflitos, segredos familiares e sentimentos inesperados entre cidades históricas e situações improvisadas.
Em tom autobiográfico, ‘Quando o processo me pegou pelo braço’, de Tati Riceli, reflete sobre corpo, afeto e autoestima após uma cirurgia bariátrica e anos de terapia. Com humor e sensibilidade, a autora revisita memórias e propõe uma reconexão consigo mesma.
‘O tubarão da Berrini’, de Marcos Clementino, acompanha a trajetória de Marcolino, jovem da periferia paulistana cuja vida muda drasticamente após um assalto e um tiro que o deixa paraplégico. A narrativa expõe racismo estrutural, violência e espiritualidade em meio ao cotidiano urbano.
A coletânea ‘Corpo estranho’, de Marcos Vinicius de Paula, reúne doze narrativas que investigam dilemas morais e afetivos em diferentes regiões do Brasil. O livro constrói um retrato inquietante do país, onde o grotesco e o sublime coexistem.
Em ‘Entre montanhas e predições’, Felipe de Caux reconstrói a vida de uma mulher a partir de suas memórias em um asilo no interior de Minas Gerais. As lembranças individuais revelam marcas profundas deixadas pelo machismo, pela homofobia e pela ditadura militar.
O período da repressão também é central em ‘Cinzas de Cogumelos Azuis’, de Sebastian Levati. Ambientado entre 1972 e 1992, o romance acompanha a militância política clandestina e os conflitos pessoais de um jovem que abandona o interior para seguir suas convicções.
Em ‘Maria Caminhoneira Sertania’, Samuel Britto apresenta a trajetória de uma mulher preta e sertaneja que transforma o sonho de dirigir caminhão em ferramenta de sobrevivência após perdas profundas. A história se passa no sertão pernambucano entre as décadas de 1970 e 1990.
Por fim, ‘O Dr. Andarilho’, de Jorge Curi, narra a jornada de um homem que perde a memória após um acidente e passa a percorrer caminhos desconhecidos em busca de identidade e sentido. A obra une espiritualidade, compaixão e reflexão sobre o amor que persiste mesmo no esquecimento.
Diversa em temas e estilos, a lista reforça a força da literatura nacional como aliada para quem deseja transformar 2026 em um ano de mais leituras, descobertas e experiências marcantes.
Fotos: Divulgação
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